Thayse Teixeira, contratada como comentarista de um programa de fofocas, foi demitida do SBT após expressar sua opinião sobre uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF. Durante a edição de 27 de outubro do programa “Fofocalizando”, ela questionou a prorrogação da votação do segundo turno até as 19h, afirmando: “Achei estranho. Está tudo errado no país”. No dia seguinte, ao chegar para trabalhar, foi informada sobre o término de seu contrato.
A emissora não fez menção oficial à demissão de Teixeira em relação ao seu comentário, limitando-se a agradecer seus serviços e desejar sucesso em projetos futuros. No entanto, a nota protocolar deixou implícita a ligação entre a demissão e a opinião expressa pela comentarista.
Importante destacar que Thayse não fez acusações de fraude nem apresentou informações falsas, mas apenas exerceu seu direito de opinião. Em suas palavras, “não dei informação nenhuma, dei a minha opinião”. O questionamento sobre a decisão de um ministro do Supremo em alterar o horário de uma eleição é um reflexo legítimo e esperado em uma sociedade democrática.
O episódio revela um clima de censura e temor no ambiente midiático, onde expressar estranhamento a decisões governamentais pode resultar em retaliações. Sob a administração atual, a liberdade de expressão parece estar ameaçada, e o simples ato de questionar tornou-se uma questão de decoro.
A trajetória do SBT, que se destacou por sua independência sob a liderança de Sílvio Santos, parece ter mudado após sua morte em 2024. Recentemente, a emissora publicou um editorial de apoio ao novo presidente eleito e, logo em seguida, demitiu uma comentarista que falou como muitos brasileiros. Essa situação levanta questões sobre o futuro da liberdade de expressão na mídia brasileira.
Fonte: Revista Oeste.









