Manila (Filipinas) – O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e seu homólogo chinês, Wang Yi, reuniram-se nesta quarta-feira (22) para tratar do reforço da parceria econômica entre os dois países.
O encontro ocorreu à margem da 3ª reunião entre a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e o Brasil, realizada durante o 59º encontro de chanceleres do bloco, na capital filipina.
Segundo Wang Yi, Pequim tem “interesse em ampliar” a cooperação com Brasília e “aprecia” o esforço brasileiro em defender a justiça e os direitos das nações em desenvolvimento. O chefe da diplomacia chinesa também afirmou que a China “continuará apoiando o Brasil na salvaguarda de sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento”.
O apoio foi reiterado no momento em que o governo brasileiro enfrenta novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos. Nesta mesma quarta-feira entrou em vigor a tarifa adicional de 25% aplicada por Washington sobre produtos brasileiros. Além disso, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) avalia uma nova sobretaxa de até 12,5% a 60 países, incluindo o Brasil, por supostas falhas no combate a mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Wang Yi citou ainda a recente decisão norte-americana de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras, mencionando o episódio como exemplo da “pressão externa” sofrida por Brasília.
Vieira e Wang já haviam se encontrado no mês passado, ocasião em que o ministro chinês destacou o fortalecimento da cooperação “pragmática” em diversos setores e a crescente relevância estratégica de Brasil e China no cenário internacional.
Os dois chanceleres concordaram em manter o diálogo de alto nível e avaliar novos mecanismos para ampliar o comércio bilateral, que já coloca a China como principal parceiro comercial do Brasil.
Com informações de Gazeta do Povo