Home / Notícias / Campanha irlandesa sobre consentimento sexual provoca polêmica e é retirada

Campanha irlandesa sobre consentimento sexual provoca polêmica e é retirada

news 144975
Spread the love

Uma campanha do governo irlandês sobre consentimento sexual gerou grande controvérsia e foi retirada das redes sociais após uma onda de críticas. O vídeo, parte da campanha We-Consent, retratava um abraço entre avós e netos, mas sua mensagem foi considerada inadequada.

Lançada em março de 2023 pelo Dublin Rape Crisis Centre (DRCC), a iniciativa tinha como objetivo promover uma mudança cultural em torno do conceito de consentimento. O projeto recebeu apoio do Departamento de Justiça, do Departamento da Infância e Igualdade, e da agência estatal Cuan, que trabalha contra a violência doméstica e sexual.

No vídeo, um casal de idosos é recebido pelos netos. Enquanto o menino corre para abraçar os avós, a menina hesita, aparentando desconforto. A mensagem enviada era clara: “Nem todos querem um abraço, mesmo de quem os ama”.

No entanto, a campanha rapidamente enfrentou críticas por associar o carinho familiar ao consentimento sexual. Peadar Tóibín, líder do partido Aontú, descreveu a comparação como “absolutamente imprecisa e completamente errada”. O deputado Ken O’Flynn, do partido Independent Ireland, também manifestou descontentamento, afirmando que o vídeo “vai longe demais” e que muitas famílias poderiam considerar a mensagem ofensiva.

Jim O’Callaghan, membro do governo, acrescentou que o vídeo não reflete a visão do governo e que é “inadequado e depreciativo” em relação aos avós. O comentarista político John McGuirk acusou a administração do país de tratar os irlandeses como um problema a ser corrigido, enquanto a página conservadora Catholic Arena chamou o anúncio de “desvairado”.

Após a repercussão negativa, o DRCC decidiu retirar os vídeos das redes sociais para “avaliar” o impacto da campanha. O Departamento de Justiça esclareceu que as produções foram realizadas com baixo orçamento e por voluntários, enfatizando que não fazem parte de uma campanha oficial do governo.

Fonte: Gospel Mais.