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Ataque a tiros em funeral na Jordânia resulta em sete mortes e dezenas de feridos

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Um ataque a tiros em um funeral realizado na Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge, na cidade de Hmoud, província de Karak, Jordânia, resultou na morte de pelo menos sete pessoas e feriu cerca de 40 outras na sexta-feira, 23 de outubro de 2026.

Homens armados abriram fogo contra os fiéis que estavam presentes na cerimônia. A ação foi classificada pelas autoridades jordanianas como um ato terrorista, e a segurança local iniciou uma busca pelos responsáveis.

Embora se suspeite de motivações extremistas islâmicas, até o momento não foi confirmada a identidade dos atiradores nem sua ligação com algum grupo específico. Até agora, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

Imagens de câmeras de segurança mostraram três homens armados disparando em uma rua próxima à igreja antes de avançarem para o local. Testemunhas relataram momentos de pânico, afirmando que os disparos duraram vários minutos enquanto mais de 150 pessoas estavam presentes.

O governo da Jordânia, através do ministro do Interior, Mazen al-Farrayeh, descreveu o ataque como perpetrado por extremistas e destacou a necessidade de investigar possíveis conexões com organizações conhecidas.

O rei Abdullah II condenou veementemente o atentado e prometeu uma resposta rigorosa contra os responsáveis, enfatizando que a violência não deve dividir o país. O primeiro-ministro Jafar Hassan também se manifestou, associando o ato à ideologia extremista e anunciando um período de luto nacional de três dias.

As autoridades religiosas muçulmanas do país se uniram na condenação ao ato de violência, reiterando a importância do respeito aos locais de culto.

A Aliança Evangélica Mundial manifestou solidariedade às vítimas e suas famílias, condenando qualquer forma de violência e ressaltando a importância da liberdade religiosa e da proteção dos locais de culto.

Os cristãos representam cerca de 2% a 3% da população da Jordânia, e, embora ataques a comunidades cristãs sejam considerados raros, a região de Karak tem uma presença cristã histórica. O ataque reacendeu preocupações sobre a segurança das comunidades religiosas no país.

Fonte: Folha Gospel.