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Aprovação de Lula sobe para 49% antes do segundo turno da eleição

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A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu 49% dos entrevistados, de acordo com a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais. Em contrapartida, a desaprovação fica em 48%, o que revela uma leve recuperação em relação ao levantamento anterior, que registrou 48% de aprovação e 50% de desaprovação.

Este é o primeiro levantamento desde julho que mostra a aprovação de Lula ligeiramente superior à desaprovação, embora a diferença de um ponto percentual esteja dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Outros 2% dos entrevistados não souberam opinar, uma leve queda em relação aos 3% da pesquisa anterior.

O Datafolha entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 22 de outubro. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sendo registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09709/2026.

Por outro lado, a avaliação geral do governo continua apresentando números preocupantes: 39% dos entrevistados consideram a gestão de Lula como ruim ou péssima, enquanto 36% a veem como ótima ou boa. Os que classificam o governo como regular somam 24%, e 1% não soube responder.

O levantamento também revela mudanças significativas na percepção de Lula entre grupos específicos, especialmente no Nordeste e entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos. A aprovação do presidente aumentou em seis pontos percentuais na região Nordeste, possivelmente influenciada pelo recente reajuste do Bolsa Família, que foi anunciado antes das eleições e pago antecipadamente.

Entre os eleitores com renda mais alta, a aprovação de Lula também cresceu seis pontos, enquanto a desaprovação caiu na mesma medida. Nesse grupo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também perdeu seis pontos, segundo as análises da pesquisa.

A diretora do Datafolha, Luciana Chong, destacou que a aprovação entre os eleitores de maior renda subiu sete pontos em comparação com o mesmo período nas eleições de 2022. “Nesses segmentos, as mudanças estão mais evidentes”, comentou a colunista Mônica Bergamo ao analisar os resultados.

Essas oscilações ajudam a explicar a recente intensificação da campanha de Flávio Bolsonaro no Nordeste, incluindo a divulgação de um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) com depoimentos de moradores da região. As campanhas adaptam suas estratégias com base nas pesquisas frequentes e nas tendências do eleitorado.

Além disso, analistas observaram uma mudança no discurso de Lula, com uma redução na ênfase em temas como a proibição de apostas esportivas online e a soberania nacional.

Fonte: Gazeta Do Povo.