Mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do Banco Master, e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelam uma relação de proximidade entre os dois, conforme divulgado pelo portal UOL. As comunicações incluem um agradecimento de Moraes a Vorcaro, onde se refere a ele como “amigo”, e um chamado do ex-banqueiro ao ministro de “paizão”.
As mensagens foram trocadas em outubro e novembro de 2025, antes da prisão de Vorcaro. No dia 24 de outubro, Moraes enviou a mensagem: “Obrigado amigo. Nem dá pra perceber que não sou eu rsrs”. Em resposta, Vorcaro mencionou compromissos familiares e o chamou de “paizão”, pedindo que mandasse abraços a todos.
Desde o ano passado, Moraes tem negado qualquer irregularidade em suas interações com Vorcaro, acusando o ministro André Mendonça de tentar uma “vingança” política. O ministro também defendeu a atuação do escritório de advocacia de sua família, que recebeu R$ 129 milhões para prestar consultoria ao Banco Master.
Uma investigação da Polícia Federal revelou que Vorcaro enviou 52 mensagens a Moraes via WhatsApp, usando capturas de tela para dificultar a recuperação do conteúdo. A análise identificou 316 interações entre os dois nos dois meses que antecederam a prisão de Vorcaro, incluindo a combinação de um encontro em Brasília poucos dias antes da detenção.
Moraes, por sua vez, refutou as alegações de diálogo, afirmando que as mensagens não comprovam comunicação real e que 90,4% das notas nunca foram localizadas em conversas reais. Ele argumentou que a operação que resultou na prisão de Vorcaro contradiz qualquer hipótese de vazamento ou proteção.
No dia 15 de setembro, durante uma sessão plenária, Moraes contestou a investigação que pode levar à abertura de um processo contra ele, defendendo que a apuração era inválida e violava princípios legais. Ele acusou Mendonça de manipular informações para prejudicá-lo em um momento politicamente sensível.
Em notas divulgadas, o STF esclareceu que as mensagens de Vorcaro não estão vinculadas a Moraes, indicando que foram enviadas a outros contatos. Moraes também esclareceu sua atuação em reuniões com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmando que não houve discussões sobre o Banco Master.
A situação segue em desenvolvimento, com o pedido de vista do ministro Flávio Dino, que poderá levar até 90 dias para devolução do processo ao plenário do STF.
Fonte: Gazeta Do Povo.









