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Sindicato critica Pochmann por descontos de greve e falta de diálogo no IBGE

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A Associação dos Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (ASSIBGE-SN) denunciou a gestão de Márcio Pochmann, presidente do IBGE, por descontar integralmente os dias de greve ocorridos em agosto e setembro. Essa decisão resultou na falta de pagamento do salário de outubro para diversos servidores, principalmente na Bahia, onde a paralisação foi mais significativa.

Em uma nota oficial, o sindicato afirmou que a direção do IBGE tem dificultado as negociações e ignorado pedidos de diálogo, incluindo um ofício enviado pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Apesar de ter apresentado uma proposta de acordo há mais de um mês, a entidade alega que novas exigências foram impostas pela administração, prolongando o impasse.

A ASSIBGE-SN também destacou que, mesmo após a reposição dos dias trabalhados, muitos funcionários ainda não receberam seus salários. A situação levou o sindicato a contatar os ministérios do Planejamento e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), que pediram a suspensão dos descontos na semana anterior ao segundo turno das eleições. Contudo, a decisão de Pochmann permaneceu inalterada.

Além de não atender ao ofício de Paim, Pochmann também não respondeu aos apelos da Secretaria da Presidência da República para reiniciar as negociações. Em meio a essa situação, o sindicato pediu uma reunião urgente com a direção do IBGE e representantes do MGI, que ainda aguarda um retorno do instituto para agendar o encontro.

“Não somos nós que nos recusamos a negociar”, afirmou a ASSIBGE-SN, que critica a gestão por transferir as consequências do conflito para os trabalhadores. A entidade também informou que está contestando os descontos administrativamente, mas não descarta a possibilidade de acionar a Justiça se as negociações não forem retomadas.

O IBGE, em declarações anteriores, justificou que os descontos seguiram as diretrizes do MGI, conforme a Instrução Normativa SRT/MGI nº 49, e que as negociações seriam retomadas após o período eleitoral.

Fonte: Revista Oeste.