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Deputados reagem à nova classificação dos Desenhos Bíblicos da Record

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Deputados estaduais e federais ligados a movimentos conservadores manifestaram descontentamento com a recente decisão do Ministério da Justiça, que elevou a classificação indicativa do programa Record Kids: Desenhos Bíblicos para 12 anos. A medida, publicada em 29 de outubro, foi considerada por eles um ataque à liberdade religiosa e ao direito dos pais de educar seus filhos.

A nova classificação, que antes era livre, foi justificada pelo ministério com o argumento de que o programa contém conteúdos sobre violência e atos criminosos. Com a mudança, a recomendação é que o programa seja exibido apenas a partir das 20h.

O deputado estadual Major Mecca (PL-SP) expressou sua preocupação nas redes sociais, afirmando que a reclassificação reflete uma crescente perseguição à Bíblia e aos valores cristãos. Ele questionou a falta de transparência do governo, que não divulgou o parecer técnico que embasou a decisão.

“O mais grave é a total falta de transparência: o governo não divulgou o parecer técnico nem especificou quais passagens sagradas foram consideradas impróprias”, escreveu Mecca. “O Brasil é um Estado laico, não antirreligioso, e a burocracia estatal não pode servir de respaldo para o patrulhamento ideológico.”

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também criticou a reclassificação, questionando desde quando ensinar histórias bíblicas se tornou inadequado para crianças. “A liberdade religiosa não é uma concessão do regime Lula. É um direito garantido pela Constituição Federal”, afirmou.

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) se juntou às críticas, destacando que a decisão representa uma perseguição à Bíblia. Ela citou passagens bíblicas e argumentou que histórias que abordam temas como pecado e redenção são educativas.

Por sua vez, o deputado federal General Girão (PL-RN) associou a reclassificação ao resultado das eleições, afirmando que a decisão é uma forma de censura às animações que ensinam passagens da Bíblia e valores cristãos. “O comunismo é anticristão por essência. A prioridade deles é doutrinar, atacando e cerceando o acesso à palavra de Deus!”, escreveu Girão.

A discussão sobre a nova classificação dos Desenhos Bíblicos demonstra a polarização e a tensão em torno de temas religiosos e educacionais no Brasil, refletindo as divisões políticas atuais.

Fonte: Revista Oeste.