A Prefeitura de Santarém, localizada no oeste do Pará, declarou emergência ambiental em 28 de outubro devido ao agravamento da fumaça gerada pelas queimadas, que tem levado a um aumento significativo na procura por atendimento médico relacionado a problemas respiratórios.
Entre 14 e 20 de outubro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 2.991 focos de calor no estado, um aumento de 25,6% em relação à semana anterior, quando foram contabilizados 2.381 focos.
Para combater a situação, o governo federal mobilizou 522 brigadistas e fiscais do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de 13 aeronaves e 41 veículos terrestres. Segundo dados, 184 incêndios foram extintos no Pará até o momento.
O governo do estado também atuou com 114 brigadistas da Secretaria de Meio Ambiente e 190 bombeiros militares, sendo 90 deles destacados para o oeste do Pará. No entanto, a situação se manteve crítica, com Santarém registrando 482 focos de calor até o dia 26 de outubro, conforme levantamento do Ministério Público de Contas do Amazonas.
O município, que já estava em estado de emergência devido à estiagem desde 15 de outubro, agora proibiu o uso do fogo por 180 dias, incluindo atividades de limpeza e manejo de áreas. Essa medida foi oficializada pelo Decreto Municipal nº 792/2026.
Além disso, a qualidade do ar foi classificada como “muito ruim” pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) em boletim divulgado na mesma data. A exposição à fumaça pode provocar tosse, irritação na garganta e dificuldade para respirar, afetando especialmente grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos.
O Ministério da Saúde orienta o uso de máscaras PFF2 ou P100, além de recomendações para manter portas e janelas fechadas e utilizar purificadores de ar. Casos leves devem ser avaliados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), enquanto sintomas graves exigem atendimento de urgência.
A crise ambiental também exigiu a atuação das equipes de emergência em Alter do Chão, distrito turístico de Santarém, onde um incêndio de grandes proporções ocorreu em 30 de outubro. A prefeitura está utilizando drones para monitorar os danos.
Por fim, a Prefeitura de Santarém firmou uma parceria com a Ufopa para monitorar a qualidade do ar e disseminar informações à população, visando proteger a saúde dos moradores durante esse período crítico.
Fonte: Revista Oeste.









