Home / Notícias / YouTube não remove canal que divulga fake news sobre líderes religiosos

YouTube não remove canal que divulga fake news sobre líderes religiosos

news 145468
Spread the love

O canal Case Files America, no YouTube, tem gerado controvérsias ao veicular vídeos com informações falsas sobre diversos líderes cristãos, incluindo Joyce Meyer, Tony Evans e Jimmy Swaggart. Apesar das várias denúncias recebidas, a plataforma ainda não tomou medidas para remover o conteúdo.

Entre os vídeos polêmicos, destaca-se um intitulado “O que encontraram escondido no escritório de Joyce Meyer deixou todos sem palavras”. A produção apresenta uma imagem gerada por inteligência artificial de Tucker Carlson em lágrimas e menciona “15 mulheres mortas encontradas”, mas, na verdade, não há qualquer menção a corpos, apenas rumores sobre documentos ocultos na residência de Meyer.

No dia 23 de outubro, o canal lançou outro vídeo com o título “O que foi encontrado escondido na mansão de Tony Evans chocou a todos”, insinuando que algo surpreendente estaria escondido na casa do pastor, mas sem fornecer detalhes claros.

Esses vídeos, que promovem desinformação, também estão acompanhados de anúncios que geram receita tanto para o canal quanto para o YouTube. Um relatório da NewsGuard de 2022 apontou que a indústria de fake news gerou aproximadamente US$ 2,6 bilhões em receita publicitária para criadores de conteúdo enganoso.

Além de Meyer e Evans, o canal também publicou informações falsas sobre outros televangelistas, como Benny Hinn, T.D. Jakes e Joel Osteen, insinuando que todos estariam cumprindo penas de prisão.

Outro exemplo de desinformação veiculada pelo canal envolve Joni Lamb, cofundadora da Daystar Television Network. Um vídeo afirma que Lamb e Doug Weiss adquiriram um condomínio na Flórida por US$ 2,9 milhões, mas que Lamb teria assinado um documento retirando Weiss da propriedade antes de sua morte. Na verdade, a situação é mais complexa, com um documento de renúncia transferindo a participação de Lamb para um truste, enquanto Weiss mantém sua parte até a venda do imóvel.

Para processar o canal por difamação, figuras como Meyer e Osteen precisariam de uma ordem judicial para que o Google revelasse a identidade do criador do canal. O YouTube possui diretrizes contra desinformação médica e eleitoral, mas ainda carece de políticas abrangentes sobre outros tipos de fake news.

Um porta-voz da Andrew Wommack Ministries declarou: “Nenhum aspecto da história é preciso. Andrew Wommack não esteve em um acidente de avião e está completamente seguro”. Enquanto isso, o canal Case Files America continua ativo, levantando críticas sobre a inação do YouTube diante do conteúdo enganoso.

Fonte: Gospel Mais.