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TSE investiga supostos abusos da chapa Lula-Alckmin nas eleições de 2026

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está analisando pelo menos 15 processos que questionam a conduta da chapa liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), durante a campanha de reeleição de 2026. As investigações surgiram em meio a alegações de que o governo utilizou a máquina pública para favorecer sua candidatura.

Partidos da oposição denunciam que o governo tomou medidas políticas e econômicas estratégicas nas semanas que antecederam as eleições, o que poderia configurar abuso de poder político e econômico. As acusações incluem a concessão de subsídios para estabilizar os preços dos combustíveis, o reajuste do Bolsa Família anunciado poucos dias antes da votação e a criação de programas como o Desenrola 3.0, que facilitam a renegociação de dívidas.

Além disso, a oposição critica a suspensão de tributos sobre importações e a realização de eventos de propaganda política financiados com recursos públicos, como desfiles de carnaval.

Outra grave acusação refere-se ao uso de canais oficiais do governo para enviar mensagens diretas a milhões de cidadãos. A conta oficial do governo no WhatsApp teria enviado comunicados personalizados, utilizando dados do SUS e da Receita Federal, para divulgar ações do presidente. O aplicativo Meu INSS também foi utilizado para alertar aposentados de que a votação servia como prova de vida, o que gerou polêmica sobre a manipulação da percepção dos eleitores.

Se o TSE confirmar as irregularidades, as consequências podem ser severas. Os ministros podem cassar o registro da candidatura ou o diploma de Lula e Alckmin, resultando na perda imediata dos mandatos. Além disso, os envolvidos podem ser considerados inelegíveis, impedindo-os de concorrer a novas eleições por até oito anos, seguindo precedentes de casos anteriores.

O processo de julgamento das ações no TSE inicia-se com a denúncia e passa pela coleta de provas, incluindo depoimentos e perícias. No Direito Eleitoral, não é necessário provar que a irregularidade alterou o resultado da eleição, mas sim que o ato foi grave o suficiente para comprometer a igualdade de oportunidades entre os candidatos. Atualmente, as investigações contra a chapa de Lula se encontram em fase inicial, e o futuro político dos mandatários será decidido pelo plenário do TSE após a conclusão dos procedimentos.

Fonte: Gazeta Do Povo.