A decisão de Flávio Bolsonaro (PL) de deixar o Brasil após a derrota nas eleições de 2026, que culminou na vitória de Lula (PT), provocou reações variadas entre líderes evangélicos que o apoiaram. A determinação judicial que resultou na retenção de seu passaporte foi vista de maneiras distintas dentro do segmento religioso.
O pastor Silas Malafaia defendeu a escolha do senador, argumentando que sua saída foi uma medida preventiva contra uma possível prisão sem respaldo jurídico. “Estou vendo a esquerda espernear. Queria que Flávio ficasse aqui pra ser preso sem o devido processo legal?”, questionou Malafaia, que recentemente teve seu próprio passaporte devolvido por decisão judicial.
Outros pastores, como Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, também expressaram apoio à decisão de Flávio, citando preceitos espirituais. “Até Jesus Cristo ensinou a se proteger debaixo de perseguições”, afirmou Rodovalho, considerando a apreensão do passaporte uma ação excessiva.
O bispo Teo Hayashi, da Zion Church, manifestou preocupação sobre a imparcialidade do Judiciário. “Não estou falando em prol da esquerda nem em prol da direita: o magistrado tem que manter a neutralidade”, disse Hayashi, referindo-se à atuação do ministro Alexandre de Moraes.
Por outro lado, o pastor Cláudio Duarte buscou distanciar-se da polarização política, reconhecendo o resultado das eleições sem críticas. “Quem venceu, venceu, quem perdeu, perdeu”, afirmou, enfatizando que o novo governo não afetará sua rotina.
A saída de Flávio Bolsonaro, que utilizou rotas alternativas para evitar os postos de controle, foi motivada pela suspeita da Polícia Federal sobre o risco de evasão, especialmente após declarações de Eduardo Bolsonaro sobre a possibilidade de o irmão deixar o país em caso de derrota. Essa situação reacende o debate sobre os limites da atuação do Judiciário e as divisões ideológicas entre lideranças evangélicas no Brasil.
Fonte: Folha Gospel.









