O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), planeja se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima semana. O objetivo da reunião é conseguir o suporte do PT para sua proposta de reforma política, que prevê a implementação do sistema distrital misto nas eleições a partir de 2034.
Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, Motta retornará a Brasília no dia 3 de novembro para prosseguir com suas articulações. Recentemente, ele se reuniu com líderes de partidos que, juntos, somam 289 deputados, quantidade ainda insuficiente para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que exige pelo menos 308 votos em dois turnos.
Além do PT, Motta também buscará apoio de outras legendas, incluindo o PCdoB, PV, PSOL, PL e Novo, com a intenção de ampliar a base de apoio à PEC. A necessidade de reformar o sistema eleitoral ganhou força após as últimas eleições para o Congresso, que foram marcadas pela ascensão de influenciadores políticos, levando partidos de centro a defender mudanças.
Entretanto, a proposta de Motta enfrenta resistência dentro do PT. O deputado Rogério Correia (PT-MG) declarou que o partido é favorável ao voto proporcional e se opõe ao modelo distrital misto. “A gente tem a posição de voto em lista partidária”, afirmou, argumentando que a proposta de Motta poderia reduzir a diversidade no Congresso.
O relator da PEC, deputado Domingos Neto (PSD-CE), defende a mudança, ressaltando que os partidos terão tempo para se organizar. A proposta permite que o eleitor tenha dois votos: um para um candidato de seu distrito e outro para um partido. A apuração consideraria os votos diretos e os votos nas legendas para distribuir as cadeiras.
Antes de implementar o modelo distrital misto, uma transição está sendo discutida. Há propostas para manter o sistema proporcional atual, mas com restrições, ou adotar um distritão misto, que combinaria lista fechada com candidatos mais votados. O texto-base da PEC é o distrital misto, enquanto as opções de transição serão decididas em votações separadas.
Fonte: Revista Oeste.









