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Eduardo Gomes elogia Tarcísio como “líder inconteste” e evita discutir sucessão de Flávio Bolsonaro

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O vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL-TO), declarou que ainda é prematuro discutir potenciais sucessores para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma entrevista ao jornal O Globo, publicada na última sexta-feira (30), Gomes mencionou que um encontro do PL está previsto para avaliar a situação política atual.

Entre os nomes que surgiram na conversa, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi destacado como um “líder inconteste”. Gomes ressaltou que Tarcísio, que governa o maior estado do Brasil, obteve a reeleição e elegeu dois senadores na sua chapa, além de uma ampla maioria nas bancadas federal e estadual de São Paulo. “Ele é um político de perfil diferente, mas que tem o respeito das forças políticas”, afirmou.

Gomes também citou outros governadores que podem surgir no debate, como Sergio Moro, recém-eleito no Paraná, e Jorginho Mello, reeleito em Santa Catarina, ambos do PL. Além deles, o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), foi mencionado, embora tenha adotado uma postura mais independente no Senado.

A ansiedade pela definição das forças políticas é evidente, mas Gomes acredita que a clareza só virá após diálogos entre os envolvidos. Cleitinho, que demonstrou apoio a Flávio no segundo turno, já defendia mudanças em sua escala de trabalho antes da alteração de postura do PL durante a campanha.

Flávio Bolsonaro, atualmente em Miami, publicou uma carta se autodenominando “líder do Brasil” e questionando a legitimidade das últimas eleições. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, expressou descontentamento com o conteúdo do documento, embora o partido tenha reconhecido a vitória de Lula (PT).

Sobre o futuro político de Flávio, Gomes declarou que a situação é incerta, enfatizando um clima de tristeza no momento. Ele frisou que a decisão sobre uma possível candidatura em 2030 cabe ao próprio senador.

Em relação ao Senado, a partir de 2027, o PL contará com a maior bancada, totalizando 29 senadores. A eleição para a presidência da Casa é considerada crucial, especialmente para questões como o impeachment de ministros do STF, com Alexandre de Moraes sendo um dos principais alvos. No entanto, o presidente atual, Davi Alcolumbre (União-AP), tem resistido a pautar esses pedidos.

Gomes indicou que ainda é cedo para afirmar qualquer apoio, desmentindo rumores sobre uma possível recondução de Alcolumbre ao cargo, em contraste com as articulações de outros membros da bancada governista.

Fonte: Gazeta Do Povo.