O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) declarou que não votará em Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para a presidência do Senado, desafiando a posição da Federação União-Progressista, que apoia a reeleição do atual presidente da Casa. A declaração foi feita por Derrite em suas redes sociais no dia 28 de outubro.
Durante a campanha, o parlamentar já havia expressado sua oposição e agora reafirma seu compromisso com seus eleitores, ressaltando que a oposição deve se unir em torno de um único candidato para a disputa em fevereiro de 2027. “Não votarei em Davi Alcolumbre para a presidência do Senado”, afirmou Derrite, dirigindo-se aos mais de 13 milhões de eleitores de São Paulo que o escolheram.
Entre os nomes que o senador considera para o cargo estão Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS). Ele criticou a atuação de Alcolumbre em relação aos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu que o Senado deve escolher um presidente comprometido com as pautas da oposição.
A federação formada pelo PP e União Brasil contará com 12 senadores na próxima legislatura. Além disso, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também se manifestou contra a reeleição de Alcolumbre, recusando a possibilidade de negociar apoio político em troca de uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023.
Damares criticou a ideia de acordos que troquem vidas por poder, afirmando que “chega a ser asqueroso”. Ela reiterou seu compromisso com a defesa da anistia aos presos políticos, além de pleitear impeachment de ministros do STF e a criação de comissões parlamentares de inquérito.
Com essas declarações, a oposição ao governo se fortalece, buscando alternativas de liderança e reafirmando sua posição em questões políticas relevantes para o futuro do Senado.
Fonte: Gazeta Do Povo.









