No dia 29 de novembro, o senador Ubiratan Sanderson (PL-RS) declarou que a direita possui votos suficientes para eleger o novo presidente do Senado, desafiando a permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) no cargo.
Em entrevistas ao Jornal da Oeste Primeira Edição e ao Oeste com Elas, Sanderson afirmou que o grupo conta com entre 48 e 50 votos, superando os 41 necessários para a maioria na Casa. Essa contagem inclui tanto os senadores eleitos nas últimas eleições quanto aqueles que permanecerão em seus cargos até 2027.
“A direita vai eleger o presidente do Senado”, afirmou Sanderson, refutando a alegação de Alcolumbre de que teria o apoio de 48 votos. “Isso é blefe”, completou.
O senador expressou apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado, revelando que os dois se reuniram no dia 28 para discutir a disputa. “Ele é o candidato do Flávio [Bolsonaro] e o meu também”, disse.
Sanderson também mencionou que a direita possui uma planilha detalhando a contagem de votos, Estado por Estado, e afirmou que vários senadores eleitos já manifestaram apoio ao grupo, garantindo a continuidade da maioria, mesmo com possíveis mudanças de posicionamento entre membros do Centrão.
Além disso, o senador eleito propôs a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, com o apoio de cerca de 50 senadores. Ele sugeriu também uma revisão das regras do Senado, para evitar que o presidente da Casa decida unilateralmente sobre pedidos de impeachment, enfatizando a necessidade de reformar o regimento interno.
Sanderson criticou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e questionou a falta de ações contra Moraes, destacando um contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro. “Cadê o PGR que não denunciou ainda esse ministro do STF?”, indagou.
Por fim, o senador defendeu que as indicações ao STF sejam mais rigorosas, propondo que o Senado rejeite candidatos que não apresentem notável saber jurídico ou reputação ilibada, conforme estabelece a Constituição. A eleição para a presidência do Senado está agendada para fevereiro de 2027, quando se inicia a nova legislatura.
Fonte: Revista Oeste.









