Após o encerramento da votação na noite de terça-feira, Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot, os principais concorrentes ao cargo de primeiro-ministro de Israel, manifestaram suas intenções de liderar o próximo governo.
Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar e considerado o principal opositor nas pesquisas, ressaltou que os resultados preliminares das eleições refletem um descontentamento claro da população em relação ao governo atual. Em sua fala, ele expressou a total desconfiança da maioria sionista e dos cidadãos israelenses em relação à liderança de Netanyahu e à coalizão governamental composta desde 7 de outubro. “Os resultados preliminares das pesquisas apontam para uma desconfiança completa em Netanyahu e no governo de 7 de outubro”, afirmou Eisenkot.
Eisenkot prometeu agir rapidamente para atender à vontade popular, visando substituir o governo de Netanyahu e formar uma nova administração sionista. Ele também planeja convocar uma reunião com os líderes dos partidos opositores para alinhar estratégias e criar uma frente unificada em busca da nova coalizão.
Do outro lado, Benjamin Netanyahu adotou uma postura mais cautelosa ao discursar na sede do Likud, aguardando com expectativa os resultados definitivos. Ele enfatizou que, segundo as pesquisas, seu partido continua a ser o maior em Israel. Netanyahu defendeu a criação de um “governo nacional de direita forte” e se opôs a alianças com partidos árabes, acusando-os de apoiar o Hamas e de desmerecer os soldados israelenses.
“Devemos estabelecer um governo nacional de direita forte. Não devemos colocar em risco Israel e estabelecer um governo que dependa de governos árabes anti-sionistas”, declarou Netanyahu.
Embora as primeiras projeções indicassem uma vitória do bloco de Eisenkot em número de cadeiras, contagens posteriores mostraram que a coalizão de Netanyahu pode ter conquistado uma quantidade maior de assentos no Knesset.
No discurso, Netanyahu ainda destacou as conquistas militares de sua administração desde os ataques do Hamas em 7 de outubro, ressaltando a colaboração com os Estados Unidos e a necessidade de enfrentar a ameaça iraniana. Ele acredita que o momento atual representa uma oportunidade histórica para lidar com essa situação de forma decisiva, em parceria com o presidente Donald Trump.
Fonte: Gospel Mais.










