O Iêmen tem se consolidado como um importante centro de financiamento para o Estado Islâmico, especialmente para seu braço conhecido como Khorasan (ISKP). Um relatório da organização International Christian Concern revela que o grupo terrorista utiliza criptomoedas para driblar restrições financeiras e sustentar suas operações, que frequentemente têm como alvo comunidades cristãs.
A atuação do braço somali do Estado Islâmico é crucial para essa rede de financiamento. Após a morte de Bilal al-Sudani, em uma operação das forças especiais dos EUA em 2023, o grupo reorganizou sua logística financeira, estabelecendo laços mais fortes com militantes no Iêmen. O país agora desempenha um papel essencial, canalizando recursos que possibilitam ao braço somali adquirir drones, explosivos e armamentos, além de enviar cerca de 25 mil dólares mensalmente para o ISKP na Ásia.
As motivações por trás dos ataques a cristãos são ideológicas. O relatório destaca que a perseguição religiosa é um objetivo central do grupo, fundamentado na rejeição da divindade de Jesus Cristo. Através de sua propaganda, o Estado Islâmico incita a violência, apresentando ações militares ocidentais como equivalentes ao cristianismo e convocando seus seguidores a retaliar.
Um trecho do documento enfatiza: “É dever de um muçulmano tratar os cristãos da mesma forma que tratam os muçulmanos. Portanto, assim como eles destroem os muçulmanos com seus ataques aéreos e bombas, o dever do muçulmano é transformar suas celebrações em funerais e tragédias.”
Para desmantelar essa infraestrutura de financiamento, o relatório sugere a necessidade de uma ação coordenada que vá além das operações militares tradicionais. A proposta principal inclui um maior escrutínio sobre plataformas de redes sociais criptografadas e o mercado de moedas digitais.
A comunidade internacional é chamada a intervir para impedir que o Estado Islâmico mantenha controle territorial, essencial para a viabilidade de suas ações de extorsão e cobrança de tributos. O documento alerta que medidas são fundamentais para evitar que o grupo explore populações locais e atividades econômicas, assegurando que os planos de ataque contra comunidades cristãs na região do Khorasan e na Europa sejam contidos.
Fonte: Folha Gospel.









