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José Guimarães afirma que ajuste fiscal não está entre as prioridades do governo

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O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, declarou nesta terça-feira, 27, que o ajuste fiscal não é uma prioridade para o governo até o final do ano. A afirmação foi feita após uma reunião com a bancada do PT na Câmara, em Brasília, e contrasta com a posição do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que defendeu medidas de contenção de gastos.

Guimarães ressaltou que as prioridades do governo são a votação de três propostas até o dia 20 de dezembro: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma medida provisória que proíbe as apostas em jogos de azar e a PEC da tarifa zero no transporte público. Ele afirmou que, ao final do processo legislativo, o governo se daria por satisfeito caso essas pautas fossem aprovadas.

A declaração de Guimarães foi uma resposta aos questionamentos sobre a proposta de Durigan, que sugere alterações na legislação para reforçar o compromisso do governo com a meta fiscal. O ministro da SRI afirmou que nem a bancada nem o governo estão discutindo essa questão no momento.

Sobre as prioridades, Guimarães não mencionou cortes de gastos ou medidas de responsabilidade fiscal. As propostas que ele destacou, como a PEC da Segurança Pública e a PEC da tarifa zero, incluem aumento de despesas e novas obrigações para o Estado, enquanto a medida sobre apostas tem um caráter regulatório, mas não aborda a estrutura fiscal do governo.

A declaração de Guimarães vem em um momento de instabilidade no mercado financeiro, que reagiu negativamente à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a maior alta do dólar desde 1999 e uma queda significativa na Bolsa de Valores. Durigan tentou minimizar os efeitos da turbulência, afirmando que o movimento foi resultado de ajustes de apostas feitas por investidores antes das eleições.

Durante a mesma coletiva, Guimarães também falou sobre a relação do governo com a base aliada, enfatizando a necessidade de fidelidade dos partidos que ocupam ministérios e defendendo uma participação integral dos partidos centristas no governo.

Fonte: Revista Oeste.