O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, fez uma analogia entre a organização das eleições no Brasil e o Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano nos Estados Unidos. Durante um discurso para 47 observadores internacionais, realizado na manhã deste sábado, 24, véspera do segundo turno, ele defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas.
No encontro, que contou com a presença de diplomatas de instituições como a União Europeia, a Liga dos Estados Árabes e o Parlamento do Mercosul, Nunes Marques apresentou as etapas do processo eleitoral e os sistemas de contagem de votos, que antecedem a abertura dos colégios eleitorais.
A mobilização para a votação envolve mais de 500 mil urnas, atendendo a cerca de 158 milhões de eleitores no país. O presidente do TSE utilizou a comparação com o evento esportivo para ilustrar a magnitude da operação eleitoral, que acontece simultaneamente em milhares de municípios brasileiros.
Nunes Marques destacou que a complexidade da votação nacional supera os desafios técnicos do Super Bowl. O objetivo do tribunal foi convencer os diplomatas sobre a eficiência das urnas e a rigorosidade dos testes de integridade realizados.
Os relatórios de organizações como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Centro Carter atestaram a regularidade do primeiro turno das eleições. Esses documentos ressaltaram a preparação dos mesários, a segurança dos sistemas de votação e a transparência na divulgação dos resultados.
“A observação independente fortalece a transparência e oferece elementos concretos para o aperfeiçoamento das nossas práticas”, afirmou Nunes Marques aos representantes internacionais. O TSE tem promovido a presença de observadores externos desde 2010, com o intuito de garantir a lisura do processo eleitoral.
Fonte: Revista Oeste.









