Um estudo realizado pelo Centro de Dados sobre Liberdade Religiosa (RFDC, na sigla em inglês) revelou que os incidentes de ódio anticristão em Jerusalém aumentaram significativamente no terceiro trimestre de 2023. O relatório identificou 106 atos de assédio em 96 incidentes, um crescimento em comparação com os 83 atos registrados no segundo trimestre e 44 no primeiro.
Os dados indicam que a maioria dos atos ocorreu na Cidade Velha, especialmente na Rua do Patriarcado Armênio. O aumento dos assédios coincide com períodos festivos, onde há um maior fluxo de visitantes judeus, o que, segundo a RFDC, tende a intensificar os conflitos.
A forma mais comum de assédio reportada foi o ato de cuspir, que representou 73% dos casos. O relatório destaca que, em conversas com membros do clero, muitos afirmaram que frequentemente enfrentam esse tipo de agressão. “Não passa uma semana sem que alguém cuspa em mim”, declarou um clérigo, evidenciando a normalização desses comportamentos entre os agressores.
Além do ato de cuspir, o relatório também documentou abusos verbais (8%), vandalismo (6%), arremesso de objetos (4%), ameaças (1%) e agressões físicas (5%). Muitas vezes, os perpetradores agem sem qualquer receio, e, em algumas situações, são incentivados por familiares a participar desses atos.
O estudo também aponta que a situação está se deteriorando, levando muitos membros do clero a optarem por se vestir de forma civil para evitar assédio. Essa prática contribui para a invisibilidade da presença cristã na vida pública de Jerusalém, gerando preocupações sobre a exclusão dos cristãos na representação da cidade.
O relatório conclui que a responsabilidade de abordar essa questão recai sobre a Prefeitura de Jerusalém, destacando a necessidade urgente de medidas para proteger a comunidade cristã e garantir sua visibilidade na cidade.
Fonte: Folha Gospel.









