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Lula enfrenta desafio de reverter votos no segundo turno contra Flávio Bolsonaro

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Para conquistar a vitória no segundo turno das eleições de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará realizar uma tarefa que não conseguiu em 2022: reverter a votação nas cidades. Nesse ano, Lula avançou ao segundo turno após vencer em 3.376 municípios, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve a preferência de 2.191 cidades, resultando em uma vantagem de 5,23 pontos percentuais para o petista, com 48,43% dos votos contra 43,20% de Bolsonaro.

No entanto, no segundo turno de 2022, Bolsonaro conseguiu reverter o resultado em 253 cidades que haviam inicialmente votado em Lula. Em contrapartida, o ex-presidente não conseguiu mudar a votação em nenhum município. Apesar disso, ele foi eleito com 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% do adversário.

Em 2026, Lula viu seu desempenho cair significativamente em comparação a quatro anos atrás. Ele foi o mais votado em 2.663 municípios, uma redução de 713 cidades. Flávio Bolsonaro, por sua vez, superou o desempenho do pai, conquistando 2.906 cidades.

Minas Gerais foi um dos estados onde Jair Bolsonaro teve um desempenho notável em 2022, revertendo resultados em 66 cidades. A situação se complicou para Lula, que obteve apenas 43,33% dos votos no primeiro turno deste ano, contra 48,24% de Flávio. Em 2022, o petista havia vencido em 630 dos 853 municípios mineiros, mas perdeu 66 deles no segundo turno.

Para superar essa situação, a estratégia do PT envolve mobilizar os 33,5 milhões de eleitores que se abstiveram de votar no primeiro turno, representando 21,08% do eleitorado, um índice não visto desde 1998. Lula destaca a importância de despertar o interesse desses eleitores, afirmando: “Possivelmente, tem uma causa: desinteresse. E a responsabilidade é nossa. É devolver o interesse para ele”.

Em suas campanhas nas redes sociais, Lula procura alcançar tanto os que não votaram quanto os indecisos ou os que escolheram outros candidatos no primeiro turno. “Esse vídeo é para você que não faz ‘L’ nem arminha, que está cansado da política, ou nem foi votar no primeiro turno”, diz em um dos seus vídeos, ressaltando que uma vitória de Flávio Bolsonaro acarretaria perdas para esses eleitores.

Fonte: Gazeta Do Povo.