No dia 16 de outubro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manifestou sua oposição à proposta do presidente Lula da Silva de implementar transporte público gratuito aos finais de semana em todo o Brasil. Durante um evento de expansão da Linha 2-Verde do Metrô, Tarcísio chamou a iniciativa de “estelionato eleitoral” e levantou questões sobre sua viabilidade.
O governador pediu esclarecimentos sobre os custos envolvidos e as fontes de financiamento para a proposta, destacando a importância da sustentabilidade financeira. “Não adianta ficar prometendo uma série de coisas se você não sabe quanto custa e de onde sai”, afirmou Tarcísio, que também solicitou estudos sobre o impacto que a gratuidade poderia ter nos sistemas de transporte do país.
Atualmente, o governo paulista investe cerca de R$ 9 bilhões por ano em subsídios para o transporte sobre trilhos. Tarcísio enfatizou que qualquer ampliação de benefícios deve assegurar a qualidade dos serviços, evitando comprometer o sistema.
Apesar das críticas, Tarcísio manifestou abertura para apoiar a proposta, desde que o governo federal consiga demonstrar que há recursos adequados para sua implementação. “Se ele mostrar, estamos dentro”, completou.
A proposta de Lula foi anunciada no dia 15 de outubro, com a intenção de enviar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso Nacional, a fim de garantir passe livre aos finais de semana nas cidades que possuem transporte coletivo. Para que a medida se concretize, a PEC precisará ser aprovada em dois turnos tanto na Câmara quanto no Senado.
A proposta surge em um contexto de novas medidas anunciadas pelo governo na reta final da campanha presidencial, logo após a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 no Senado.
Fonte: Revista Oeste.









