O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta segunda-feira, 5 de outubro de 2026, que não existem razões econômicas, sociais ou políticas que justifiquem sua não reeleição no segundo turno das eleições. Após o primeiro turno, Lula obteve 45% dos votos, ficando atrás do senador Flávio Bolsonaro, que alcançou 47%.
Durante uma reunião de coordenação de campanha em Brasília, o presidente ressaltou que os indicadores do governo são favoráveis e enfatizou a necessidade de abordar a questão da segurança pública na reta final da disputa. Para Lula, é vital que a União amplie sua atuação no combate ao crime organizado, uma vez que a responsabilidade pela segurança pública foi transferida para os Estados com a Constituição de 1988.
“Desde 1988, a responsabilidade passou para os Estados. Ficou evidente que um único Estado não consegue lidar com o problema. O crime se sofisticou e infiltrou diversos setores, incluindo o Judiciário e até partidos políticos”, afirmou Lula.
Uma das iniciativas do governo para enfrentar essa questão foi o envio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança ao Congresso. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas ainda aguarda análise no plenário.
Lula expressou a esperança de conseguir apoio dos senadores para avançar com a proposta e reforçar, durante o segundo turno, o discurso de combate ao crime organizado. Além disso, o presidente destacou a importância de mobilizar os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, uma vez que cerca de 30 milhões de pessoas se abstiveram de votar.
<p“Fiquei decepcionado. Sempre espero ganhar no primeiro turno. A ausência de 30 milhões de pessoas é preocupante”, lamentou. Ele reconheceu que o desinteresse pode ser uma das causas e atribuiu à campanha a responsabilidade de reverter essa situação.
No primeiro turno, a abstenção atingiu 33,4 milhões de eleitores, representando 21% do total de 158,7 milhões de pessoas aptas a votar, o maior índice desde 1998. A expectativa é que a campanha busque convencer esses eleitores a participarem da decisão no segundo turno.
Quem não votou deve justificar a ausência à Justiça Eleitoral dentro de 60 dias, sob pena de multa de R$ 3,51 caso a justificativa não seja aceita.
Fonte: Revista Oeste.









