Aos 23 anos, Eduarda Campopiano (PL-SP) foi eleita a deputada estadual mais votada do Brasil, com mais de 1,9 milhão de votos. Em sua estreia na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), ela se comprometeu a levar adiante uma agenda conservadora, focando no fortalecimento das forças policiais e no enfrentamento de pautas progressistas.
Campopiano atribui sua vitória à mobilização da juventude conservadora, que, segundo ela, deixou de ser uma “maioria silenciosa” e agora se faz ouvir. Em uma entrevista ao programa “Oeste sem Filtro”, a deputada destacou que, enquanto a militância de extrema-esquerda é uma minoria barulhenta, a juventude conservadora está se organizando e se fazendo presente.
Ela citou o sucesso de outros jovens candidatos, como Lucas Pavanato (PL-SP) e Júlia de Castro (PL-RJ), como exemplos dessa nova onda de participação política. “Quando a maioria se mantém em silêncio, acaba se tornando omissa. Estamos decididos a não sermos mais omissos”, afirmou.
Antes de ser eleita deputada, Eduarda Campopiano foi vereadora em Praia Grande, onde destinou emendas para a saúde e conquistou recursos para armamentos destinados às forças de segurança. Sua chegada à Alesp acontece em um contexto de crescente mobilização de jovens conservadores, com relatos de grupos formados em universidades, incluindo a Universidade de São Paulo (USP).
“Estamos nos organizando, criando grupos e ocupando espaços que antes eram dominados por outras ideologias”, declarou. Ela acredita que essa nova disposição se refletirá também na Alesp. “A esquerda vai ter uma dor de cabeça com a gente”, previu.
Uma das frentes que a deputada promete defender é a discussão sobre a participação de pessoas trans em competições esportivas femininas, um tema que já está gerando debates acalorados.
Eduarda Campopiano, portanto, promete ser uma voz ativa e provocadora na Alesp, trazendo à tona pautas que visam desafiar o status quo e mobilizar sua base jovem.
Fonte: Revista Oeste.









