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Debate eleitoral no Brasil é dominado por crise no STF às vésperas das eleições de 2026

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Às vésperas das eleições de 2026, o Brasil se vê imerso em um debate eleitoral marcado pela crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF). Figuras como Alexandre de Moraes e André Mendonça têm dominado as atenções públicas, ofuscando as propostas dos candidatos que disputam cargos de presidente, senadores, governadores e deputados.

Com a votação marcada para 4 de outubro, o clima eleitoral parece ter sido desviado para questões judiciais, com a campanha se destacando apenas nas últimas semanas. Candidatos como Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentaram recuperar o foco, mas também acabaram envolvidos nas controvérsias da Corte.

As pesquisas indicam que, apesar do clima de incerteza, o interesse do eleitor permaneceu estagnado. Um levantamento da Nexus/BTG Pactual, divulgado em 28 de setembro, revelou que 77% dos entrevistados se declararam muito interessados ou interessados na eleição, um aumento sutil em relação aos 73% de março. Isso sugere que, mesmo com a proximidade do pleito, a mobilização do eleitorado não cresceu de forma significativa.

A crise no STF reacendeu o debate sobre corrupção, um tema que, nas eleições anteriores, era geralmente abordado entre candidatos. De acordo com pesquisa da Quaest realizada em 2 de setembro, 14% dos eleitores consideravam a corrupção o principal problema do país, número que subiu para 22% em 14 de setembro. Apesar do aumento da preocupação, essa questão não se ligou diretamente aos políticos, mas sim à própria atuação da Corte.

A judicialização da política tem contribuído para desviar o foco do debate sobre propostas efetivas, com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobrecarregados de casos para julgar, desde registros de candidaturas até questões de desinformação. Segundo o cientista político Leandro Consentino, essa situação tem esvaziado o debate democrático, tornando o processo eleitoral dependente de decisões jurídicas.

Com os eleitores enfrentando uma campanha marcada por acusações e desinformação, a expectativa é de que a votação do primeiro turno revele como essa crise impactou o engajamento popular e a escolha dos representantes.

Fonte: Gazeta Do Povo.

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