O ex-deputado federal Deltan Dallagnol, do partido Novo, é candidato ao Senado pelo Paraná. Seu nome já está registrado no sistema da Justiça Eleitoral e aparecerá na urna no dia 4 de outubro de 2026. No entanto, a validação de sua candidatura ainda está pendente de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) aprovou seu registro com uma votação apertada de quatro a três. Contudo, a Federação Brasil da Esperança, que inclui PT, PCdoB e PV, junto com a coligação “Paraná para Todos”, apresentou um recurso ao TSE, que ainda não agendou a data para o julgamento.
Enquanto aguarda a deliberação, Dallagnol não pode realizar atividades de campanha. O TRE-PR também proibiu que seus apoiadores atuem de forma a contornar essa suspensão. A juíza Sandra Bauermann destacou que “a atuação de terceiros candidatos não pode servir como via de burla para o restabelecimento prático de uma campanha eleitoral expressamente suspensa pela Corte Superior”.
A controvérsia em torno da candidatura de Dallagnol se origina de uma decisão do TSE de 2023, que resultou na cassação de seu mandato de deputado federal. O tribunal entendeu que Dallagnol pediu exoneração do cargo de procurador da República para evitar processos administrativos. A defesa, por sua vez, argumenta que essa decisão se aplica apenas ao mandato anterior e não implica na perda de seus direitos políticos.
A decisão do TSE é crucial, pois a validação do registro ou a sua cassação irá impactar diretamente a eleição. Caso Dallagnol vença e o TSE decida pela anulação da candidatura, os votos recebidos serão anulados e uma nova eleição será convocada no estado.
Fonte: Revista Oeste.









