O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, se prepara para uma reunião com Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para discutir críticas referentes a decisões individuais de ministros do STF que podem interferir nas eleições de 2026. Nunes Marques alega que tais decisões configuram um “TSE paralelo”.
A reunião, que já estava agendada, ganha um tom eleitoral devido a recentes deliberações da Corte. O presidente do TSE pretende abordar a atuação do STF em questões que, segundo sua avaliação, deveriam ser analisadas apenas pela Justiça Eleitoral.
Dentre os tópicos a serem discutidos, destaca-se uma decisão do ministro Gilmar Mendes relacionada ao reajuste do Bolsa Família, que, segundo Nunes Marques, tem implicações diretas na corrida eleitoral. Outro caso relevante é a intervenção do ministro Flávio Dino, que recentemente anulou uma decisão do ministro André Mendonça no TSE. Mendonça havia determinado a remoção de postagens que atribuíram a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, considerando as informações veiculadas como falsas.
Além disso, a reunião deve incluir o pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) a Flávio Dino para investigar supostas interferências estrangeiras nas eleições brasileiras, embora ainda não haja uma decisão sobre essa solicitação.
A preocupação central de Nunes Marques é que decisões monocráticas do STF possam afetar diretamente a disputa eleitoral sem que o TSE tenha a responsabilidade de analisar essas questões. O ministro pretende enfatizar essa preocupação durante a conversa com Fachin.
Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do TSE em maio de 2026 e será responsável pela condução das eleições deste ano, cuja data do primeiro turno está marcada para 4 de outubro. Edson Fachin preside o STF desde maio.
Fonte: Revista Oeste.









