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Lula alerta sobre emergência climática e riscos da inteligência artificial em manifesto internacional

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um manifesto em apoio ao multilateralismo, publicado no jornal britânico Financial Times no dia 20 de setembro de 2026. O documento marca o lançamento da iniciativa Parceiros pelo Multilateralismo (P4M), que visa promover a cooperação internacional e reformar instituições como a ONU.

Além de Lula, assinam o manifesto líderes como António Costa, presidente do Conselho Europeu, William Ruto, presidente do Quênia, e Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá. A proposta é apresentada às vésperas da Assembleia Geral da ONU, que ocorre em Nova York.

No texto, os líderes afirmam que a emergência climática “ultrapassa até mesmo as previsões mais alarmantes”, e destacam que a inteligência artificial (IA) “avança mais rápido do que nossa capacidade de controlá-la”.

O manifesto também aborda a questão da soberania, argumentando que esta é fortalecida quando os países colaboram para enfrentar desafios comuns. Os signatários acreditam que os interesses nacionais são melhor atendidos por meio de ações coletivas.

Além das questões climáticas e da IA, o documento menciona os riscos de pandemias, crises financeiras e conflitos armados, ressaltando que nenhum país pode enfrentar esses problemas isoladamente. Dessa forma, os líderes defendem a necessidade de ampliar a cooperação internacional.

A iniciativa P4M pretende unir países de diferentes regiões e tradições políticas para promover reformas na ONU e em outras instituições multilaterais. Os objetivos incluem melhorar a governança econômica global e desenvolver abordagens comuns para temas como mudanças climáticas, segurança sanitária e desafios impostos pela IA.

Os signatários do manifesto enfatizam que não desejam criar um novo bloco exclusivo ou uma burocracia internacional, mas sim fortalecer o sistema multilateral existente, com base em princípios como igualdade soberana, integridade territorial, direitos humanos e liberdades fundamentais.

Fonte: Revista Oeste.

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