Pedro Simon, ex-senador e figura proeminente da política brasileira, compartilha sua preocupação com a atual fragilização das instituições do país, que, segundo ele, enfrentam uma grave crise constitucional. Em um artigo, Simon destaca a deterioração das relações entre os Poderes e a perda de credibilidade da República, que afeta tanto a sociedade civil quanto a imagem do Brasil no exterior.
Com 96 anos e uma longa trajetória política, Simon recorda sua luta contra a corrupção e a impunidade durante sua carreira. Ele observa que o atual governo e o Legislativo estão distantes de um verdadeiro projeto de Estado-nação, se deixando levar por interesses pessoais e práticas clientelistas. O Executivo, segundo ele, está dominado por projetos de poder que não atendem às necessidades da população.
O Judiciário, por sua vez, também é alvo de críticas. Simon afirma que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem agido de modo a comprometer sua própria autoridade moral, ao expor divisões internas e hesitar em aplicar rigor nas investigações que envolvem membros da Corte. Ele menciona o escândalo do Banco Master como um exemplo do enfraquecimento da confiança nas instituições.
Simon ressalta a importância do Senado, que, segundo a Constituição, tem a responsabilidade de processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. No entanto, dezenas de pedidos de impeachment permanecem sem resposta, evidenciando uma omissão do Legislativo em sua função de fiscalização. Para ele, essa inação contribui para a deterioração do sistema democrático.
O ex-senador pede uma resposta firme e rigorosa às crises atuais, incluindo a necessidade de investigações independentes e a restauração da autocontenção do STF. Ele defende que reformas são urgentes, como a implementação de mandatos fixos para os ministros e um Código de Ética eficaz. Simon conclui seu apelo à população, especialmente à juventude, para que continuem lutando por um Brasil mais justo e ético.
Fonte: Revista Oeste.










