Um grupo de pastores presbiterianos endereçou uma interpelação pública ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Eles questionam a compatibilidade entre sua função no tribunal e seu papel como pastor na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, localizada em São Paulo.
O documento, assinado por representantes da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e de outras denominações presbiterianas, traz à tona questões éticas, teológicas e constitucionais sobre a possibilidade de um indivíduo desempenhar simultaneamente funções judiciais e religiosas. Entre os signatários estão Silas Luiz de Souza e Luiz Longuini, da IPB, além do reverendo Calvino Camargo, da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB).
Os pastores afirmam: “Como irmãos, fazemos esta manifestação sem animosidade pessoal, mas como uma questão de consciência”.
A interpelação cita a Confissão de Fé de Westminster, que é adotada pela IPB, e que estabelece que magistrados civis não devem atuar em funções relacionadas à administração da Palavra e dos sacramentos. Além disso, o documento ressalta a Constituição brasileira, que garante a separação entre Estado e religião, visando proteger tanto o Estado da influência religiosa quanto as instituições religiosas da interferência do governo.
Os pastores enfatizam que “a separação entre Estado e religião não significa hostilidade à fé”.
Essa interpelação surge em meio à atuação de Mendonça em questões recentes no STF, incluindo o caso Master e desacordos com o ministro Alexandre de Moraes. Os pastores levantam a preocupação sobre como ele poderá atuar como árbitro das liberdades religiosas de diversos grupos enquanto mantém sua posição de liderança religiosa.
Fonte: Gospel Mais.








