No último ato de campanha em Montes Claros (MG), realizado no dia 18 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a proposta de disponibilizar canetas emagrecedoras gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com obesidade. Contudo, Lula não especificou uma data para a implementação da medida e se ela ocorreria ainda durante seu atual mandato ou em um possível quarto mandato.
Durante o evento, o presidente enfatizou que a prescrição das canetas deve ser feita por profissionais de saúde, evitando o uso indiscriminado do medicamento. “Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, das pessoas que tenham obesidade, quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de se curar”, afirmou.
Lula ressaltou a importância do acompanhamento médico e mencionou que o tratamento não pode ser banalizado. “Não pode ficar receitando caneta à torto e à direito”, alertou ele. O presidente também destacou a necessidade de reeducação alimentar e prática de exercícios físicos para o emagrecimento saudável: “Tem gente que, para emagrecer, é preciso reeducá-lo do ponto de vista alimentar. Precisa voltar a aprender a comer coisas que façam bem para a saúde”, disse.
Ele criticou a distribuição sem critérios das canetas, chamando isso de “irresponsabilidade” e levantou preocupações sobre o uso político do medicamento. “Daqui a pouco vai ter gente distribuindo canetinha pra tudo, vai ter deputado tendo candidato jogando caneta pro povo”, afirmou, ressaltando que a saúde das pessoas deve ser a prioridade.
No dia 13 de março, Lula já havia se manifestado contra o uso do Ozempic como uma solução fácil para quem não mudava seus hábitos alimentares. “Não podemos tirar do médico a obrigação de orientar corretamente as pessoas”, disse na ocasião. Ele reforçou que o remédio deve ser destinado apenas àqueles que realmente necessitam, com o devido acompanhamento médico.
A proposta de oferecer as canetas emagrecedoras foi anunciada paralelamente ao reajuste de 15% no Bolsa Família, que elevará o piso do programa de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, com um custo adicional de R$ 5,8 bilhões para o governo até o fim do ano. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que há espaço fiscal para essa medida, que deve custar cerca de R$ 22 bilhões em 2027.
Fonte: Revista Oeste.









