Deivid Eric da Conceição de Lima, aluno de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está sendo processado por estupro de vulnerável e também foi um dos responsáveis pelas agressões contra Diego Costa da Silva Araújo, acusado de fazer apologia ao nazismo.
O processo por estupro tramita na 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, conforme documentos obtidos. O inquérito, que data de 2020, menciona a violação do artigo 217-A do Código Penal, mas não resulta em condenação até o momento.
No dia 25 de agosto, Deivid confrontou Diego em uma sala de aula do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS). Diego estava usando uma camiseta da banda britânica Death in June e um broche com uma suástica riscada. Após a abordagem, vídeos mostram Deivid e outros estudantes agredindo Diego, que foi cercado e espancado por cerca de dez pessoas.
Deivid alega que foi agredido primeiro e afirma que Diego o chamou de “macaco” e o ameaçou de morte, além de acusá-lo de injúria racial. Diego, por sua vez, nega as acusações e explica que seu uso da camiseta e do broche era uma forma de provocação contra ideologias autoritárias.
Depoimentos de vigilantes do IFCS sustentam a versão de Diego, com dois seguranças afirmando que ele não ofendeu ou agrediu outros alunos durante a confusão. A professora Sabrina Moehlecke, que estava lecionando na hora da situação, também não observou nenhuma apologia ao nazismo por parte de Diego.
A UFRJ instaurou uma sindicância para investigar os eventos ocorridos, com uma comissão presidida pelo professor Pedro Paulo Gastalho de Bicalho. Professores e técnicos da universidade publicaram um manifesto caracterizando Diego como “neonazista” e defendendo que a reação dos estudantes foi uma forma de “autodefesa”, embora também tenham rejeitado o “justiçamento”.
Enquanto isso, Diego se declara marxista e afirma que seu uso de símbolos provocativos tinha como objetivo criticar ideias extremistas.
Fonte: Revista Oeste.










