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Produtora de Dark Horse critica politização de investigações e descarta delação

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A produtora Karina da Gama, responsável pela cinebiografia “Dark Horse”, denunciou a politização das investigações relacionadas ao filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista à CNN Brasil, veiculada no último sábado (12), ela declarou que tem sido pressionada a delatar, mas afirma não ter informações que incriminem ninguém.

“Não tenho como incriminar ninguém. Tudo que fizemos foi um filme. Os recursos que utilizei foram para um projeto social, não para nada criminoso”, enfatizou Karina. Sua declaração surge em meio a um aumento da atenção das autoridades em relação ao projeto, que está sob investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

A produtora também se defendeu em relação às alegações sobre vínculos com o banqueiro Daniel Vorcaro, afirmando que nunca teve relação direta com ele. O inquérito atual indica uma conexão entre Vorcaro e o fundo Havengate, que supostamente financiou o filme, mas Karina insistiu que o fundo que investiu na produção não foi o de Vorcaro.

“Vorcaro não deu nenhum centavo para a produtora. Não existiu nenhuma relação da produtora com ele ou suas empresas”, declarou. Essa afirmação é relevante, já que Freixo, um empresário envolvido, possui uma delação homologada por Mendes, que alega ter repassado US$ 12,3 milhões ao fundo a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Karina também comentou sobre as emendas parlamentares que sua organização, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), recebeu. A produtora recebeu R$ 2 milhões em emendas do deputado Mario Frias (PL-SP) para dois projetos sociais, mas negou que esses recursos tenham sido utilizados para a produção do filme. “Dark Horse não tem emenda. Nunca foi feito projeto público para o filme”, concluiu.

A investigação teve início a partir de suspeitas de fraude em um contrato entre o ICB e a prefeitura de São Paulo, levando a Polícia Civil a encaminhar o caso ao STF após a descoberta das emendas.

Fonte: Gazeta Do Povo.