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Igrejas evangélicas adotam nova estratégia para aumentar representação no Legislativo

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Duas das principais denominações evangélicas do Brasil, a Assembleia de Deus do Brás e a Igreja do Evangelho Quadrangular, estão implementando uma nova estratégia para aumentar sua representação no Legislativo. Ambas as instituições, concorrendo sob o partido PL, planejam dobrar o número de parlamentares eleitos na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) sem a necessidade de atrair novos fiéis.

A estratégia envolve uma divisão geográfica dos votos, onde as igrejas da capital e da Grande São Paulo apoiarão determinados candidatos, enquanto as congregações do interior do estado concentrarão seus votos em outros nomes. Essa abordagem visa maximizar o número de cadeiras conquistadas, embora exista o risco de uma dispersão que possa resultar na não eleição de nenhum candidato.

A Assembleia de Deus do Brás, sob a liderança do bispo Samuel Ferreira, atualmente conta com apenas um deputado federal e um estadual. Para ampliar sua representação, a denominação lançou candidaturas específicas para diferentes regiões, apoiando Cezinha de Madureira e Oseias de Madureira na capital e Rogério de Madureira e Elias de Madureira no interior.

Por sua vez, a Igreja do Evangelho Quadrangular também segue uma estratégia similar, buscando renovar sua representação na Câmara dos Deputados e conquistar duas cadeiras na Alesp. A divisão cuidadosa das bases eleitorais entre seus fiéis é um componente crucial de seus planos.

O princípio adotado por ambas as igrejas é que, se a base de eleitores é suficientemente grande, é possível eleger mais de um deputado ao invés de concentrar os votos em apenas um candidato. No entanto, a descentralização dos votos apresenta riscos, como a possibilidade de que a divisão não ocorra de forma eficaz, resultando em uma votação insuficiente para garantir a eleição dos candidatos.

Fonte: Folha Gospel.