A Polícia Federal (PF) revelou que Davi Alcolumbre, presidente do Senado, é considerado um “provável alvo estratégico” do ministro André Mendonça. A intenção, segundo a PF, seria garantir uma “recomposição de forças” no Supremo Tribunal Federal (STF) e beneficiar o grupo político ao qual Mendonça pertence.
De acordo com um relatório de inteligência da PF, Mendonça poderia estar direcionando investigações contra Alcolumbre com o objetivo de facilitar a aprovação de uma anistia aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023. Essa informação foi compartilhada com o ministro Alexandre de Moraes, que solicitou os documentos após a retirada do sigilo das conversas entre Mendonça e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A PF alega que o relator tem direcionado suas investigações em função da influência política de Alcolumbre, que é visto como favorito para continuar na presidência do Senado, um cargo que possui poder decisivo sobre pedidos de impeachment de ministros do STF.
O relatório destaca um “enviesamento” nas decisões de Mendonça, sugerindo um tratamento desigual entre os investigados. Além disso, menciona uma antiga rixa entre Alcolumbre e Mendonça, que remonta ao governo anterior, quando Alcolumbre, em sua função como presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, defendeu a indicação de Augusto Aras ao STF, enquanto Bolsonaro optou por indicar Mendonça.
Por trás do suposto direcionamento contra Alcolumbre, a PF sugere uma “estratégia de recomposição de forças” no STF para promover a anistia aos que participaram dos atos de janeiro. O relatório afirma que essas movimentações podem ser parte de um plano mais amplo de Mendonça para aumentar seu poder na Corte e viabilizar a aprovação da anistia.
Em resposta a essas alegações, Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que investigue Mendonça no inquérito das fake news, que investiga ameaças a integrantes do STF. Moraes considera que as ações de Mendonça podem configurar crimes de responsabilidade e abuso de autoridade.
Fonte: Gazeta Do Povo.









