Durante uma entrevista à Gazeta do Povo nesta segunda-feira (31), Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão, argumentou que o Brasil deve reconsiderar o desenvolvimento de um programa nuclear. Ele utilizou a decisão da Ucrânia de abrir mão de seu arsenal atômico como um alerta sobre os riscos dessa escolha.
Santos ressaltou que é necessário ampliar a capacidade de dissuasão do país, tornando-o uma potência militar e econômica. “O Brasil vai precisar ganhar poder, ganhar força econômica e projeção. Eu tenho que chegar para algum dos blocos hegemônicos e avisar: eu vou fazer a bomba atômica”, declarou.
O candidato mencionou que a experiência da Ucrânia evidencia a vulnerabilidade que um país pode enfrentar ao abdicar de suas armas nucleares, especialmente diante de ameaças como a da Rússia. Ele afirmou que, embora um programa nuclear não seja uma prioridade imediata, é fundamental reiniciar a discussão sobre a reconstrução da capacidade militar brasileira e o fortalecimento das Forças Armadas.
Além disso, Renan Santos propôs a criação de uma zona econômica especial em São José dos Campos voltada para a indústria bélica e de alta tecnologia. “É um processo que não vai se resolver no meu governo, mas ele tem que se reiniciar”, afirmou.
Durante a mesma entrevista, o candidato também discutiu a necessidade de reformas no Judiciário e mudanças na legislação penal, além de uma ofensiva contra o crime organizado. Ele mencionou que, caso eleito, pretende usar suas quatro indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) para alterar a composição da Corte e enfraquecer a atual maioria.
Santos defendeu a criação de uma nova corte para julgar casos envolvendo parlamentares, reduzindo assim a influência do STF sobre o Congresso Nacional. Ele afirma que isso dará mais liberdade aos legisladores e promoverá um equilíbrio entre os poderes.
Por fim, o candidato reconheceu que precisará negociar com partidos do Centrão para viabilizar sua agenda, mas garantiu que não abrirá mão de seus princípios éticos e do plano de governo. “Eu vou compor governo, mas não vou ceder em matéria ética”, concluiu.
Fonte: Gazeta Do Povo.









