O candidato à presidência Flávio Bolsonaro, do PL, declarou neste domingo (30) que, se eleito, pretende indicar ministros ao Supremo Tribunal Federal (STF) que sejam contrários ao aborto e ao uso de drogas. Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record, ele enfatizou a necessidade de escolher pessoas “patriotas” e comprometidas com a segurança jurídica para restaurar a credibilidade da Corte.
“Vou indicar homens e mulheres que sejam comprometidos em serem contra o aborto, em serem contra as drogas e que não usem a caneta para fazer injustiça com ninguém”, afirmou Flávio. Ele ressaltou que os candidatos ao cargo devem ter perfis que tragam de volta a segurança jurídica ao STF.
No que diz respeito à segurança pública, o senador mencionou que uma de suas primeiras ações seria classificar organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. “Nós vamos tratar o crime organizado como uma ameaça à segurança nacional”, explicou.
Flávio também foi questionado sobre a proposta de fim da escala 6×1, mas evitou se posicionar claramente sobre seu voto no Senado. Em vez disso, ele defendeu a liberdade de trabalhadores e empregadores para definirem a carga horária de trabalho. “O trabalhador vai trabalhar quantas horas ele quiser. Ele vai ter a flexibilidade, a liberdade de decidir e será remunerado pela quantidade de horas que ele deseja trabalhar”, declarou.
Durante a entrevista, o candidato abordou o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro. Flávio negou qualquer irregularidade e afirmou que a produção não recebeu dinheiro público, afirmando que a prestação de contas foi realizada adequadamente e que o patrocínio começou em 2025, após Jair Bolsonaro deixar a presidência.
Sobre o papel de Jair Bolsonaro em um futuro governo, Flávio expressou o desejo de tê-lo como conselheiro, afirmando que a decisão de participar seria do ex-presidente. “Eu quero meu pai perto de mim, mas a decisão é dele”, disse.
Por fim, o candidato defendeu a anistia para aqueles condenados pelos eventos de 8 de janeiro e afirmou que, se o Congresso não aprovar tal medida, ele pretende conceder indultos por meio de suas prerrogativas presidenciais.
Fonte: Gazeta Do Povo.









