E7442C86FCBF891E007D063FE7FD2E3D
Home / Política / A Corrida pela Presidência do Senado em 2027 Começa Antes das Eleições

A Corrida pela Presidência do Senado em 2027 Começa Antes das Eleições

tereza cristina
Spread the love

A disputa pela Presidência do Senado em 2027 já se iniciou, mesmo antes das eleições de 2026. Os candidatos ao comando da Casa estão buscando apoio e se articulando nos bastidores. Os principais nomes nessa corrida incluem Davi Alcolumbre (União-AP), Rogério Marinho (PL-RN), Tereza Cristina (PP-MS), Renan Calheiros (MDB-AL) e Arthur Lira (PP-AL).

Davi Alcolumbre, que foi reeleito em 2022 e iniciou seu mandato na Presidência do Congresso em fevereiro de 2025, possui uma vantagem significativa devido à sua extensa rede de contatos e sua capacidade de influenciar outros Poderes. Ele poderá tentar se manter no cargo, mas enfrentará um cenário diferente do de 2025, quando recebeu 73 votos dos 81 disponíveis. Caso a onda conservadora se confirme, Alcolumbre precisará construir alianças com a esquerda e o Centrão, oferecendo vantagens aos novos senadores.

Recentemente, Alcolumbre demonstrou sua habilidade em controlar a agenda política, ao rejeitar a indicação de Jorge Messias, sugerido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Essa foi a primeira vez, desde 1894, que uma indicação a essa Corte foi derrotada. Nos últimos dias, no entanto, a relação entre Lula e Alcolumbre tem se aproximado novamente, com três encontros ocorrendo desde a semana passada, incluindo dois fora da agenda oficial. Esse entendimento resultou no avanço de propostas prioritárias para o governo, como as PECs relacionadas à segurança pública e ao fim da escala 6×1.

Por outro lado, o escândalo envolvendo o Banco Master representa um desafio para Alcolumbre, com investigações da Polícia Federal atingindo um indicado seu e revelações de delação que podem complicar sua posição.

Rogério Marinho, que também foi eleito em 2022 e permanecerá no Senado até 2031, é visto como uma alternativa à direita. Ele já tentou a presidência do Senado em 2023, mas foi derrotado. Agora, Marinho opera em um cenário mais favorável, considerando a possível eleição de senadores aliados e a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, que poderia fortalecer suas negociações em fevereiro.

A eleição para a presidência do Senado no início de 2027 será influenciada por eventos significativos que ocorrerão antes. Em jogo estará não apenas a composição da Mesa Diretora, mas também a agenda legislativa e a interação com o Executivo, além de possíveis tensões institucionais. O presidente do Senado, por exemplo, é responsável por pautar o impeachment de ministros do STF.

A senadora Tereza Cristina também é uma candidata à presidência. Ela foi a primeira a se manifestar publicamente sobre a disputa e foi considerada para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro, sendo a preferida do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Tereza traz uma experiência distinta, especialmente no agronegócio, e sua eventual vitória representaria a primeira vez que uma mulher ocuparia a presidência do Senado.

Renan Calheiros e Arthur Lira, dois outros nomes importantes, dependem das eleições de outubro para definir seus futuros. Renan, que já foi presidente do Senado por quatro mandatos, busca se reeleger e recuperar seu protagonismo político, enquanto Lira, ex-presidente da Câmara e um dos líderes do Centrão, busca transitar para o Senado, onde poderá levar sua rede de apoiadores.

As articulações em torno da presidência do Senado são tanto políticas quanto matemáticas, com 54 das 81 cadeiras em disputa nas eleições de outubro. Essa renovação, combinada com os 27 senadores que permanecerão até 2031, poderá alterar significativamente o equilíbrio de forças e traçar novos rumos para o próximo governo.

A antecipação da campanha pela presidência do Senado também possui uma dimensão institucional importante. A direita vê a eleição de senadores como um plebiscito sobre os excessos do STF e busca reequilibrar os Poderes da República, promovendo mudanças na legislação e considerando o impeachment de ministros. Flávio Bolsonaro já se reuniu em Brasília com seus 47 candidatos ao Senado, reforçando a ideia de uma Casa que defenda a Constituição e o compromisso com a destituição de magistrados, começando por Alexandre de Moraes, do STF.