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Morador exibe arma em paróquia de Albuquerque depois de padre declarar apoio a nova mesquita

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Albuquerque (EUA) – Uma discussão sobre a construção de uma mesquita de 4.200 m² em Albuquerque, no Novo México, culminou em violência em 22 de julho de 2026, quando um homem sacou uma arma no estacionamento do Santuário da Pequena Flor Santa Teresinha do Menino Jesus.

Segundo o pároco Pe. Vincent Paul Chávez, o conflito começou semanas antes, depois que ele se manifestou a favor do projeto em uma reunião do condado em 1.º de julho. Na ocasião, o sacerdote qualificou o islã como “nobre” e destacou a liberdade religiosa nos Estados Unidos. O discurso foi filmado por uma moradora, identificada como Katrina Griego, e divulgado nas redes sociais, incentivando protestos dirigidos ao arcebispo local.

Para responder às críticas, Chávez colocou no letreiro da igreja a frase “O racismo é um pecado grave contra o amor de Deus” e, dias depois, parte do nome de Griego. Na tarde de 22 de julho, ela apareceu no local para gravar o letreiro. Após breve conversa com o padre, foi convidada a se retirar pelo gerente de instalações da paróquia.

De acordo com Chávez, Griego retornou pouco depois acompanhada do namorado, David Romero. Dentro de um veículo, Romero teria mostrado uma arma ao funcionário da igreja, que reagiu usando spray de pimenta. O padre correu para filmar o desfecho da situação, que terminou quando o casal deixou o local.

Romero foi preso no dia seguinte e acusado de duas agressões agravadas. Autoridades informaram ao sacerdote que o FBI avalia o caso como possível crime de ódio. Nenhum dos envolvidos respondeu a pedidos de comentário.

Em 27 de julho, o arcebispo John Wester afirmou que os muçulmanos de Albuquerque têm “direito dado por Deus e protegido pela Constituição” de praticar sua fé. Três dias depois, o Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR) elogiou as acusações contra Romero e agradeceu às forças de segurança por tratarem a ameaça com seriedade.

Em mensagem aos fiéis, Chávez descreveu o episódio como “lembrete sóbrio de que as palavras importam” e pediu orações por todos os envolvidos.

Com informações de Gazeta do Povo