São Paulo — O PSD confirmou neste domingo (26) a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. A escolha ocorreu durante a convenção nacional do partido, realizada na capital paulista, e formou uma chapa “pura” com o presidente da sigla, Gilberto Kassab, como candidato a vice.
Caiado subiu ao palco acompanhado da esposa, Gracinha Caiado — que concorrerá ao Senado por Goiás pelo União Brasil —, e centrou seu primeiro discurso em críticas aos dois nomes que lideram as pesquisas eleitorais: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Palanque contra a polarização
O presidenciável afirmou que Lula “está há 20 anos no poder e não fez nada além de empobrecer o Brasil” e classificou Flávio Bolsonaro como um político “envolto em sucessivas denúncias”. “Eu nunca participei de mensalão, petrolão, mensalinho ou de esquemas de desvio de aposentadorias”, declarou.
Ao elogiar Kassab, Caiado disse que a articulação do aliado “quebrou a polarização” e ofereceu ao eleitorado uma terceira via. “Se não fosse a coragem do Kassab, só restariam os dois candidatos que se retroalimentam na rejeição mútua”, afirmou.
Desafio a Lula nos debates
O ex-governador goiano, que disputou a Presidência em 1989, desafiou Lula a comparecer aos debates televisivos do primeiro turno. Para ele, o petista evita confrontos por “temer prestar contas de 37 anos de carreira política”.
Apoios e presenças
Além de Kassab, o evento reuniu os governadores Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), ambos do PSD e citados anteriormente como possíveis cabeças de chapa. Caiado também recebeu endosso público de Aldo Rebelo (Democracia Cristã), que mantém pré-candidatura própria após decisão judicial, mas compareceu para manifestar apoio ao goiano.
Rebelo declarou que o colega de palanque “apresentará um caminho para reduzir desigualdades, valorizar a segurança pública e governar para unir o país”.
Nos bastidores, o presidenciável busca ampliar a coligação com PP e União Brasil, legendas consideradas estratégicas para fortalecer o projeto no Planalto.
Com informações de Gazeta do Povo