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Cartão corporativo de Lula gasta R$ 2 milhões por mês e pode bater recorde histórico em 2026

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Brasília – Levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) indica que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caminha para registrar o maior valor já desembolsado com cartões corporativos desde o início da série histórica, em 2001.

Entre janeiro de 2023 e abril de 2025, as despesas somaram R$ 55,4 milhões, com média mensal de aproximadamente R$ 2 milhões. Mantido esse ritmo, a conta deve ultrapassar o atual recorde, de R$ 70 milhões (valores atualizados) atingido no primeiro mandato de Lula, entre 2003 e 2006.

Hospedagens e mobiliário de alto valor concentram críticas

A oposição destaca como principais focos de gasto as estadias em hotéis cinco estrelas durante viagens oficiais a cidades como Paris, Nova York e Nova Déli. Também entraram no radar compras para o Palácio da Alvorada, que incluem um sofá de R$ 65 mil, uma cama de R$ 42 mil e tapetes importados.

Palácio do Planalto defende despesas

O governo alega que os pagamentos atendem a exigências de segurança presidencial, logística de comitivas e recomposição do acervo público. Segundo a Presidência, parte dos custos em viagem é bancada pelos países anfitriões ou obedece a protocolos diplomáticos.

Sigilo ainda envolve quase todas as transações

Dados do TCU apontam que 99,5% dos lançamentos do cartão corporativo seguem classificados sob algum nível de sigilo, normalmente amparados por motivos de segurança nacional ou proteção de dados pessoais. Durante a campanha de 2022, Lula prometeu rever sigilos prolongados, mas informações detalhadas sobre deslocamentos e gastos da primeira-dama Janja continuam restritas.

Sem irregularidades formais até agora

Apesar dos questionamentos, o TCU não identificou ilegalidades nos registros. A Corte ressalta que o instrumento é regulamentar para despesas emergenciais, de pequeno valor e apoio logístico. Ainda assim, parlamentares de oposição pressionam por critérios mais claros na escolha de hotéis de luxo e no tamanho das comitivas.

Se mantiver a trajetória atual, o Palácio do Planalto fechará 2026 com o maior valor nominal e corrigido já pago pela União com cartões corporativos desde que o controle passou a ser aferido, há 25 anos.

Com informações de Gazeta do Povo