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Gilmar Mendes repreende Flávio Bolsonaro por citar suposto elo entre urnas eletrônicas e Smartmatic

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026, as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a origem das urnas eletrônicas brasileiras.

Na véspera, durante um encontro com embaixadores de 50 países, o parlamentar mencionou uma “suposta relação” entre os equipamentos usados no Brasil e a empresa venezuelana Smartmatic. “Essas colocações do senador Flávio Bolsonaro são graves e absurdas. Nosso sistema eleitoral é totalmente confiável”, afirmou Mendes em entrevista à GloboNews.

Senador recua e nega desconfiança

Após a repercussão, Flávio divulgou nota em que garante “integral confiança” no processo de votação. O documento, assinado também pelo coordenador de pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e pela responsável jurídica Maria Claudia Bucchianeri, sustenta que o objetivo era incentivar missões internacionais de observação para as eleições.

Apesar do recuo, o texto não trouxe detalhes sobre a alegação feita no evento. Na ocasião, o senador declarou: “Muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”.

TSE refuta vínculo com Smartmatic

Em resposta pública, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou que a Smartmatic nunca participou do desenvolvimento das urnas eletrônicas nacionais. Segundo a Corte, a companhia prestou apenas serviços de conexão de dados e voz, sem qualquer fornecimento de hardware ou software de votação.

O TSE destacou ainda que o sistema de votação brasileiro opera com comunicação própria, criptografada e sem acesso à internet. Na licitação mais recente, realizada em 2020, a produção dos equipamentos foi vencida pela empresa Positivo.

Gilmar Mendes concluiu que “o debate eleitoral deve respeitar fatos” e reiterou a segurança do modelo eletrônico adotado no país desde 1996.

Com informações de Gazeta do Povo