O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, que utilizou decisões e críticas dirigidas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para sustentar juridicamente seu pedido de Green Card nos Estados Unidos.
Em entrevista ao portal Metrópoles, o parlamentar disse que seus advogados apresentaram às autoridades norte-americanas exemplos de suposta “perseguição” política no Brasil, citando, entre outros episódios, a recusa da Corte Suprema de Cassação da Itália em extraditar a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) a pedido de Moraes.
Argumento de “isolamento internacional”
Segundo Eduardo, o dossiê entregue para obter o visto de residência permanente destacou que “Espanha, Itália, Argentina” e outras jurisdições teriam ignorado ou rejeitado ordens do ministro do STF, o que, de acordo com ele, reforçaria a tese de cerceamento de direitos.
Preferência pelo visto EB-1
Embora tenha cogitado pedir asilo político, o ex-deputado optou pelo visto EB-1, destinado a pessoas com “habilidades extraordinárias”. Para atender aos requisitos, apresentou dados como o recorde de votos obtido em 2018 e a repercussão internacional de suas declarações.
Sem pedido direto a Trump ou Rubio
Eduardo Bolsonaro destacou que não recorreu ao ex-presidente Donald Trump nem ao senador Marco Rubio para intervir no processo migratório. Ele afirmou, contudo, que continua articulando em Washington a retomada da Lei Magnitsky contra Moraes e sua esposa, pauta que, segundo ele, ainda “circula nos corredores” do governo norte-americano.
Condenação no STF e planos futuros
O ex-parlamentar respondeu a questionamentos sobre sua situação jurídica no Brasil. Ele foi condenado pela Primeira Turma do STF por suposta coação no curso do processo, após ter articulado, junto ao governo Trump, sanções contra autoridades brasileiras.
Mesmo com o novo status migratório, Eduardo disse não ter intenção, por ora, de solicitar a cidadania norte-americana. Ele pretende retornar ao Brasil caso seja aprovada uma anistia ampla a ele e a aliados.
Com informações de Gazeta do Povo