Em artigo publicado nesta terça-feira (21/07/2026) no portal Pleno.News, a revisora e redatora Verônica Bareicha afirmou que a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, comete um “desserviço” ao atribuir críticas sobre seus gastos públicos à misoginia.
No texto, Bareicha relembra entrevista concedida por Janja na semana passada, na qual a primeira-dama classificou a “fama de gastadeira” como caso de “misoginia pura”. A colunista contesta a declaração, recorrendo ao dicionário Aulete Digital, que define misoginia como “desprezo ou aversão às mulheres”. Segundo ela, questionar despesas pagas com recursos dos contribuintes não se enquadra nesse conceito.
A autora também cita o projeto de lei que propõe criminalizar práticas misóginas, destacando que o texto considera crime a discriminação ou propagação de ódio contra mulheres “por razões da condição de sexo feminino”. Para Bareicha, usar o termo para rebater qualquer crítica “enfraquece a luta das mulheres que realmente sofrem preconceito”.
Durante o artigo, a colunista lembra ainda um episódio recente em que um comentarista de direita afirmou que “mulheres votam estatisticamente mal, especialmente as solteiras”, classificando essa fala como exemplo real de misoginia. Ela argumenta que confundir críticas a gastos públicos com ódio às mulheres banaliza a palavra e prejudica quem enfrenta discriminação de fato.
Bareicha conclui defendendo o uso rigoroso do dicionário antes de acusar alguém de misoginia, racismo ou outras formas de preconceito, e reforça que “palavras carregam conceitos e delimitam ideias”.
Com informações de Pleno.News