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Brasileiro acusado de roubo de R$ 14 milhões em aeroporto gaúcho é preso na Bolívia

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Um brasileiro investigado pelo assalto que levou R$ 14 milhões de uma aeronave pagadora no Aeroporto de Caxias do Sul (RS) foi detido no departamento de Santa Cruz, na Bolívia. A prisão ocorreu em julho de 2026 durante operação de cooperação internacional entre a Polícia Federal (PF) e a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN) boliviana.

De acordo com a PF, o suspeito participou do planejamento e da execução do roubo perpetrado em 19 de junho de 2024. Contra ele havia mandado de prisão expedido pela Justiça brasileira desde julho de 2025. Após os trâmites administrativos, o detido deverá ser transferido ao Brasil para responder ao processo.

Assalto em 2024 deixou quatro mortos

O crime ocorreu quando nove homens armados invadiram a área restrita do aeroporto usando três veículos blindados, dois deles pintados como viaturas da própria PF. O grupo tomou mais de R$ 14 milhões que chegavam de Curitiba e seriam transferidos para um carro-forte.

Na fuga houve troca de tiros com forças de segurança. Morreram o sargento da Brigada Militar Fabiano Oliveira, dois civis que estavam no terminal e um dos assaltantes. Cinco pessoas ficaram feridas; uma delas perdeu os dois pés ao acionar um explosivo abandonado pelos criminosos em via pública.

Investigação vinculou o PCC ao ataque

Após 70 dias de apuração, em setembro de 2024 a PF indiciou 17 envolvidos. A investigação apontou que integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) chegaram ao Rio Grande do Sul antes do roubo, dividindo a ação em quatro fases: planejamento, execução, fuga e retirada. O grupo empregou fuzis, explosivos, bloqueadores de sinal, radiocomunicadores, roupas táticas, veículos com placas falsas e vários esconderijos.

Outras prisões

Em outubro de 2025, outro suspeito do mesmo caso foi preso em Osório (RS). Ele também é investigado pelo ataque a agências bancárias em Araçatuba (SP) em 2021. A região de Santa Cruz, onde ocorreu a captura mais recente, foi palco em maio de 2026 da prisão de Gerson Palermo, apontado como um dos líderes do PCC.

Com a transferência do novo detido para o território brasileiro, ele ficará à disposição da Justiça para responder pelos crimes atribuídos.

Com informações de Gazeta do Povo