Home / Política / Aliança do PL com Ciro Gomes acirra disputa interna e adia decisão de Michelle Bolsonaro

Aliança do PL com Ciro Gomes acirra disputa interna e adia decisão de Michelle Bolsonaro

ocrente 1783780471
Spread the love

Brasília — A demora da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em oficializar sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal ocorre em meio a um novo foco de tensão dentro do Partido Liberal. A crise ganhou força após a direção do PL no Ceará confirmar que fará parte da chapa do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) na corrida pelo Palácio da Abolição.

Na sexta-feira (10), o presidente do diretório cearense, deputado federal André Fernandes, assegurou que a decisão “é definitiva” e descartou qualquer recuo. Segundo o parlamentar, o partido não lançará nome próprio ao governo estadual.

Michelle Bolsonaro reagiu publicamente. Em vídeo divulgado nas redes sociais, classificou como “errada” a aliança com quem considera adversário histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Ciro não terá meu apoio nunca e, na minha opinião, não deveria ter o apoio de ninguém da direita que apoia Bolsonaro”, afirmou, acrescentando que eventual aproximação só faria sentido em um possível segundo turno.

Disputa pela vaga ao Senado no Ceará

O impasse também envolve a indicação para o Senado na chapa cearense. A Executiva estadual pretende encaminhar o nome do deputado estadual Alcides Fernandes, pai de André Fernandes, com o respaldo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Michelle, por sua vez, defende a ex-vereadora Priscila Costa, sua principal aliada no estado.

As pré-candidaturas devem ser confirmadas em evento do partido em Fortaleza, já com a presença de Flávio Bolsonaro, sinalizando a sintonia do senador com a direção local.

Efeito sobre a candidatura de Michelle no DF

Enquanto o partido enfrenta divisões regionais, cresce a expectativa sobre a entrada de Michelle Bolsonaro na disputa ao Senado pelo Distrito Federal. Embora lideranças do PL a tratem como prioridade, a ex-primeira-dama repete que aguardará as convenções e um “chamado de Deus” para bater o martelo.

Nos bastidores, dirigentes avaliam que Michelle busca ampliar influência sobre as decisões da legenda antes de se lançar oficialmente. O episódio no Ceará expôs divergências entre parlamentares, diretórios estaduais e integrantes da própria família Bolsonaro, reforçando a cautela da ex-primeira-dama.

O impasse coincide com mudanças no PL Mulher, ala comandada por Michelle até recentemente. Nesta semana, o perfil oficial do movimento afirmou que “Michelle não vai parar”, sinalizando que ela continua no centro das articulações internas.

Com o prazo das convenções se aproximando, aliados esperam que a definição da chapa cearense e o desfecho das disputas internas acelerem a decisão de Michelle sobre seu futuro político.

Com informações de Gazeta do Povo