Brasília — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou a Polícia Federal de agir de forma “seletiva” depois que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, teve R$ 119,2 milhões em emendas parlamentares bloqueados por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. A medida, ordenada nesta sexta-feira (10), faz parte de uma investigação que apura suposto redirecionamento de recursos públicos para beneficiar o dirigente partidário.
Em publicação na rede social X, o parlamentar — que planeja disputar a Presidência em 2026 — cobrou isonomia nas apurações. Ele afirmou que a corporação “mobiliza equipes para constranger adversários do governo”, mas alega falta de pessoal quando o alvo seria Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio citou a CPI do INSS, encerrada com pedido de diligências pela PF, como exemplo de investigação que, segundo ele, esbarrou na alegada escassez de recursos humanos.
O despacho de Dino determinou o bloqueio dos valores após a PF relatar indícios de um esquema de indicação irregular de emendas. A defesa de Valdemar reagiu em nota, classificando a decisão como baseada em “premissas frágeis” e em “indevida criminalização da atividade político-partidária”.
Procurada, a Polícia Federal não se manifestou até o fechamento desta edição. Em declarações recentes, porém, o diretor-geral da corporação afirmou que as investigações envolvendo Lulinha demonstram a imparcialidade da PF.
Os advogados de Fábio Luís contestam qualquer associação ao chamado “caso da farra dos descontos em aposentadorias” e já pediram por duas vezes o arquivamento do inquérito que tramita sobre o tema.
Com informações de Gazeta do Povo