O presidente nacional do PSD e pré-candidato à Vice-Presidência da República, Gilberto Kassab, declarou não manter qualquer relação com o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, alvo da operação Compliance Zero da Polícia Federal. A afirmação foi feita em entrevista ao Portal Metrópoles, divulgada nesta sexta-feira (3).
“Nunca estive com ele, não o conhecia também. Do meu partido não posso responder pelos outros, mas nunca tive nenhuma vinculação”, afirmou Kassab.
A mesma clareza não se repetiu quando o dirigente foi questionado sobre possíveis contatos de outros filiados do PSD com Vorcaro. A PF ainda não apontou benefício ilícito a quadros do partido, mas um dos celulares apreendidos na investigação traz na agenda os números dos senadores Irajá (PSD-TO) e Carlos Viana (PSD-MG) — este último ingressou no PSD após o início da operação.
Operação alcança nona fase
A Compliance Zero já está na nona etapa e, segundo a Polícia Federal, seguirá em curso mesmo com o “defeso eleitoral”, período que começa neste sábado (4) e restringe determinadas ações de campanha. Até o momento, o inquérito identificou relações próximas de Vorcaro com os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA).
Elogios a “bons quadros” do PSD
Embora tenha evitado comentários sobre a base partidária no caso Vorcaro, Kassab citou nomes que considera “gente boa na vida pública”, como os governadores Ratinho Júnior (PR), Raquel Lyra (PE), Eduardo Leite (RS) e o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes.
O dirigente também mencionou o senador Otto Alencar (PSD-BA). Alencar manifestou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo após o anúncio da chapa presidencial “pura” formada por Ronaldo Caiado (União Brasil) e pelo próprio Kassab.
Com informações de Gazeta do Povo