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Fim da escala 6×1 pressiona custos e deve encarecer planos de saúde, apontam entidades

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Brasília — 02/07/2026. A proposta de extinguir a escala de trabalho 6×1, analisada hoje no Congresso Nacional, mobiliza empresas e associações de setores que funcionam sem interrupção. Segundo representantes da saúde, segurança, limpeza e transporte, a mudança na jornada elevará os custos operacionais e, consequentemente, o valor cobrado ao consumidor final.

Hospitais preveem aumento nas mensalidades de planos

Hospitais e clínicas, que mantêm atendimento 24 horas, afirmam que terão de contratar mais profissionais ou pagar horas extras para cobrir os turnos. A Associação Nacional de Hospitais Privados calcula que o reajuste na folha impactará toda a cadeia e se refletirá nas mensalidades de planos de saúde familiares e empresariais.

Serviços de segurança e limpeza projetam alta de 20%

Empresas de segurança privada, vigilância e limpeza urbana estimam acréscimo mínimo de 20% nos custos. Sem a escala 6×1, a necessidade de ampliar equipes ou bancar adicional noturno e horas extras deve elevar os contratos firmados com clientes públicos e privados.

Transporte pode ter impacto de R$ 28 bilhões

A Confederação Nacional dos Transportes calcula em R$ 28 bilhões o custo extra para o setor logístico, que já enfrenta escassez de motoristas. Se o frete subir, itens como alimentos e medicamentos tendem a ficar mais caros, alimentando pressões inflacionárias.

Indústria fala em inflação de até 6,2%

Projeção da Confederação Nacional da Indústria indica que a medida pode elevar os preços gerais em 6,2%, com alimentos avançando 5,7%. A entidade estima desembolso adicional entre R$ 178 bilhões e R$ 267 bilhões para adequar quadros de funcionários em todo o país.

Comércio vê perda de poder de compra

Para a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a proposta aumenta o custo do trabalho “por decreto”. A entidade avalia que o ganho de um dia a mais de descanso para o empregado pode ser anulado pela alta de preços em serviços e produtos essenciais.

O debate segue no Congresso, enquanto empresas alertam que, caso a mudança seja aprovada, parte significativa da despesa será repassada aos consumidores em forma de reajustes imediatos.

Com informações de Gazeta do Povo